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Associações brasileiras lançam campanha contra jogos de azar no país

Anpecom e Civitas lançaram petição pública e convidam os brasileiros a dizerem NÃO aos jogos de azar

jogos site 2Para combater a possibilidade dos jogos de azar serem liberados no Brasil, a Associação Nacional por uma Economia de Comunhão (Anpecom) e a Associação Cultural e de Cidadania (Civitas) lançaram no último mês de fevereiro a Campanha Nacional “Diga NÃO aos jogos de azar”. Através de uma petição pública, disponível online, todos os brasileiros são convidados a assinarem contra o “azar” no país.  A meta da Anpecom e da Civitas é de 15 mil assinaturas que devem ser encaminhadas para as instâncias responsáveis pelo projeto de lei.

As associações consideram que é preciso mudar a mentalidade de que os jogos de azar trariam novas possibilidades financeiras para o país “em crise”. Um país com desigualdades sociais que são vistas por quem passeia em qualquer grande cidade do Brasil, com pobreza que pode ser comprovada por quem olha o interior do Nordeste brasileiro, visita ribeirinhos da região Norte, bem como encontra moradores de rua dos centros de São Paulo, Rio de Janeiro ou qualquer outra metrópole do país. Uma terra que precisa de comunhão e não de concentração.

Porém não é isto que a Comissão Especial do Desenvolvimento Nacional (CEDN), do Senado brasileiro, está pensando. Ela aprovou no dia 16 de dezembro de 2015, o Projeto de Lei (PLS) 186/2014 que regulamenta a exploração dos jogos de azar. Mas, segundo o portal do Senado, no último dia 17 de fevereiro, o presidente da comissão, senador Otto Alencar (PSD-BA), informou que, em razão de um recurso, o PLS 186/2014 será apreciado pelo Plenário. O projeto seguiria direto para a Câmara dos Deputados brasileiros.

A matéria faz parte da Agenda Brasil — pauta apresentada pelo presidente do Senado, Renan Calheiros, com o objetivo de incentivar a retomada do crescimento econômico do país. A proposta permite o funcionamento no Brasil de cassinos e bingos, além de legalizar jogos eletrônicos e o jogo do bicho.

Caso esse projeto vire lei é o Brasil quem vai perder o jogo e ganharemos seguintes problemas:
• caça níqueis e vídeo lottery espalhados por diversos ambientes nas cidades;
• pessoas e suas respectivas famílias sofrendo com a dependência ao jogo de azar;
• concentração de renda, afinal muitos jogam e poucos ganham;
• publicidade ousada em busca de lucro, disseminando vantagens e estimulando à dependência ao jogo de azar;
• possível investimento público para o desenvolvimento de empresas que realizem este tipo de negócio;
• lucro alto para grandes empresas que receberão o dinheiro de muitas apostas;
• destruição de expectativas e sonhos das pessoas que jogam.

É preciso mudar a mentalidade de que os jogos de azar trariam novas possibilidades financeiras para o país “em crise”, acreditamos que essa medida é que contribuirá com a “crise”.

Num país com tantas necessidades o jogo de azar aumentaria ainda mais a concentração de renda e práticas ilícitas como drogas e prostituição poderiam ser incentivadas com a regularização do jogo.

Vamos combater esse “azar” para o futuro do país!

Assine a petição e diga NÃO aos jogos de azar!

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