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A inclusão social dos pobres (186-192)

Do número especial de Città Nuova com o comentário aos vários capítulos da Exortação Apostólica do Papa Francisco Evangelii Gaudium, Alberto Ferrucci comenta os artigos 186-192

por Alberto Ferrucci

publicado em: Città Nuova de 24/12/2013

Poverta Atene rid«Como se pode afirmar que se ama Deus que não se vê se O não se reconhece no irmão em dificuldade que nos passa ao lado?», pergunta-se o Papa Francisco.

«Ficar surdo a este clamor, quando nós somos os instrumentos de Deus para ouvir o pobre, coloca-nos fora da vontade do Pai e do seu projeto». Esse pobre «clamaria ao Senhor contra ti» e, recorda terrivelmente o Sirac 4,6, «Se te amaldiçoa na amargura da sua alma, Aquele que o criou ouvirá a sua oração».

O Papa Francisco continua de forma implacável: a ajuda aos pobres «não é uma missão reservada a alguns», todos devem «colaborar para resolver as causas estruturais da pobreza», e todos devem também realizar «os gestos mais simples e quotidianos de solidariedade diante das misérias concretas que encontramos»; recordando que «a função social da propriedade (…) é uma realidade anterior ao direito de propriedade (…) e que a posse privada dos bens justifica-se para cuidar deles e aumentá-los de modo a servirem melhor o bem comum».

De seguida Francisco exorta a ouvir e respeitar também os direitos dos povos e a «não utilizar os direitos humanos para uma defesa exacerbada dos direitos individuais ou dos direitos dos povos mais ricos»; pelo contrário propõe - o que hoje pode escadalizar - que  «os mais favorecidos devem renunciar a alguns dos seus direitos, para poderem colocar, com mais liberalidade, os seus bens ao serviço dos outros», para que «todos os povos possam, com as próprias forças, tornarem-se artífices do seu destino».

Recorda depois aos seus mais próximos interlocutores que a mensagem do Evangelho é «clara, direta, simples e eloquente», e «a reflexão da Igreja sobre estes textos não deveria ofuscar nem enfraquecer o seu sentido exortativo, mas antes ajudar a assumi-lo com coragem e ardor». E por fim sustenta que os «defensores da ortodoxia» não devem ser cumplices diante de «situações intoleráveis de injustiça e de regimes políticos que mantêm estas situações».  

Se Jesus voltasse a viver entre nós nestes tempos, não teria palavras diferentes. 

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